No atual cenário de transformações globais, percebemos que o impacto humano tornou-se referência para avaliar o verdadeiro valor das organizações e de suas lideranças. Não basta apresentar bons números em vendas ou resultados operacionais; é preciso responder por como as decisões afetam pessoas e comunidades. O conceito de valuation humano emerge dessa necessidade: medir, valorizar e alinhar o desenvolvimento humano aos objetivos estratégicos até 2026 e além.
Por que o valuation humano é relevante?
Ao considerar o valuation humano, partimos da premissa de que o real valor de uma organização não pode ser restringido a indicadores financeiros ou métricas tradicionais. O impacto verdadeiro é medido pelo crescimento, bem-estar e participação das pessoas envolvidas. Nosso acompanhamento de tendências mostra que a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis, diversos e inovadores está diretamente ligada ao desempenho e à sustentabilidade das organizações.
Segundo pesquisas recentes, 76% das pessoas entrevistadas reconhecem a importância de avaliar comportamentos e resultados de maneira ampliada. No entanto, apenas 10% sentem-se preparados para liderar tais avanços, o que reforça nossa convicção de que o valuation humano ainda carece de métricas bem definidas e disseminadas.
Como surgem as métricas de valuation humano?
Como observamos em múltiplos setores, a criação das métricas de valuation humano envolve a análise de comportamentos, relacionamentos e resultados além da produtividade. Nossa experiência aponta três eixos principais para construir essa mentalidade até 2026:
- Comportamento e ética: postura responsável, integridade e transparência nas decisões impactam a confiança e o clima organizacional.
- Diversidade e inclusão: equipes plurais resultam em soluções mais criativas e pertinentes, além de promover justiça social.
- Sustentabilidade relacional: consideramos o impacto das relações no longo prazo, evitando desgastes e incentivando vínculos saudáveis.
Esses pilares fundamentam as principais métricas que apontam para a criação de valor sustentável.
Quais são as principais métricas para impacto positivo?
Em nossa atuação e acompanhamento de cases, reconhecemos que as métricas de valuation humano mais consistentes são aquelas que apresentam resultados tangíveis, mas dão voz à experiência interna das pessoas. Entre elas:
- Clima organizacional: avaliações periódicas indicam o nível de satisfação, pertencimento e segurança emocional nas equipes.
- Diversidade na liderança: o aumento da representação de grupos sub-representados, como revelado pelo estudo do Ipea, mostra avanços na equidade, de 11,6% para 28,1% na presença de pessoas negras liderando grupos de pesquisa entre 2000 e 2023.
- Desenvolvimento e formação de líderes: a qualificação continuada reflete diretamente em ambientes mais saudáveis e inovadores. Programas reconhecidos nacionalmente, como o LideraGov, obtiveram 99% de conclusão e 96% de relatos de mudança positiva no clima de trabalho.
- Taxas de retenção: ambientes saudáveis mantêm talentos por mais tempo. Desligamentos recorrentes normalmente indicam falhas na integração e nas políticas humanas.
- Impacto nas comunidades: iniciativas sociais e ambientais, como na campanha ‘Cuidar é nossa natureza’, que eliminou mais de 2 toneladas de resíduos plásticos (dados do Bioparque Pantanal), criam valor para além dos muros da organização.
Essas métricas são indicadores de ambientes que potencializam resultados sustentáveis e bem-estar coletivo.

Como mensurar resultados até 2026?
A mensuração do impacto humano requer acompanhamento contínuo, feedback aberto e integração com metas organizacionais. Entre as principais abordagens que vimos trazerem resultados consistentes, destacam-se:
- Pesquisas de clima periódico: permitem ajustes rápidos em políticas internas, reconhecendo sinais de desmotivação ou insatisfação antes que se tornem problemas maiores.
- Painéis de diversidade: análise da evolução dos quadros de colaboradores, especialmente em posições de liderança, servindo à equidade como métrica viva.
- Métricas de engajamento: índices de adesão e participação em programas de desenvolvimento humano, projetos sociais e iniciativas que vão além do core business.
- Taxa de mudanças comportamentais: por exemplo, estudos mostram que 96% dos participantes do programa LideraGov relatam mudança efetiva em postura profissional dentro das equipes.
- Resultados sociais: geração de empregos formais e melhoria de condições regionais, como em Santa Catarina, onde políticas de liderança colaboraram para a criação de mais de 95 mil vagas em 2025 (dados do Governo de SC).
Esses dados apontam caminhos reais para cultivar ambientes mais humanos e responsáveis, indo além dos relatórios tradicionais.
O desafio da integração de métricas humanas
Enfrentamos, por vezes, resistências à adoção de indicadores humanos, já que culturas marcadas por controle rígido ou foco excessivo em resultados podem enxergar o processo como frágil ou impreciso. Mas acreditamos que um ambiente onde o ser humano é visto como ativo principal traz mais inovação, equilíbrio e resultados que se sustentam no tempo.
Adotar métricas de valuation humano é, antes de tudo, um compromisso com a maturidade e responsabilidade coletiva. É preciso investir em educação, ouvir de verdade as equipes e celebrar avanços, mesmo que graduais. Cada indicador bem acompanhado revela uma parte do todo; juntos, trazem sentido ao impacto positivo que buscamos alcançar até 2026.

Boas práticas para impulsionar o valuation humano
Em nossa visão, organizações que avançam no valuation humano apostam em práticas claras, participativas e alinhadas aos cenários futuros. Algumas condutas fazem diferença para garantir resultados duradouros:
- Promover escuta ativa e canais anônimos para feedbacks sinceros.
- Reconhecer e divulgar resultados positivos de impacto social.
- Atualizar políticas de diversidade com metas transparentes e acompanhamento contínuo.
- Oferecer oportunidades de desenvolvimento que considerem as múltiplas dimensões do ser humano.
Valor humano não se mede, se reconhece.
Isso cria cultura de pertencimento genuíno e prepara o terreno para resultados sustentáveis no próximo ciclo de gestões e lideranças.
Conclusão
Estamos certos de que até 2026 o valuation humano será referência nos processos de avaliação e decisões estratégicas. Aqueles que olharem para além dos resultados imediatos, apostando em métricas de impacto humano, construirão organizações mais saudáveis e verdadeiramente valiosas. Já vemos avanços consistentes em diversidade, mudança de comportamento, geração de empregos e práticas sustentáveis, comprovando que investir em métricas humanas é investir em futuro integrado e respeitoso.
Perguntas frequentes sobre valuation humano
O que é valuation humano?
Valuation humano é o processo de mensurar o valor gerado por pessoas, relacionamentos e práticas éticas dentro de uma organização ou comunidade. Vai além dos critérios financeiros, buscando entender como o crescimento e o bem-estar coletivo se convertem em valor sustentável.
Como medir impacto positivo até 2026?
Para medir impacto positivo até 2026, recomendamos o uso de métricas que combinem avaliação de clima organizacional, taxas de retenção, diversidade e desenvolvimento de lideranças. Integrar esses dados a indicadores sociais e ambientais, como redução de resíduos e geração de empregos, também fortalece a mensuração.
Quais são as principais métricas usadas?
As principais métricas são: clima organizacional, diversidade na liderança, taxa de retenção, índice de engajamento em programas humanos, resultados de formação e impactos sociais. Tais indicadores oferecem visão ampla de como atitudes e políticas refletem em valor humano concreto.
Vale a pena investir em valuation humano?
Investir em valuation humano é um caminho que traz benefícios tangíveis e intangíveis para organizações e sociedade. Além de fortalecer a reputação, promove ambientes mais inovadores, engajados e preparados para desafios futuros.
Onde encontrar exemplos de métricas eficazes?
Exemplos eficazes podem ser encontrados em cases práticos, estudos oficiais e iniciativas reconhecidas nacionalmente, como os programas destacados em prêmios de excelência e pesquisas de entidades públicas. Resultados de projetos premiados e indicadores sociais são referências atuais na aplicação de métricas humanas.
