

![]()
ARTIGOS
DESPERTAR DO SER
"Quando você aprende a respirar e a relaxar na presença de seus sentimentos, você se une à sua natureza, cura o fluxo da sua vida, sua consciência é expandida, antigos padrões de comportamento desaparecem e doenças físicas são substituídas por saúde e jovialidade". (Unmani)
A respiração é a fonte de todo o nosso universo físico. É a ponte entre nosso Ser e nosso corpo. O simples ato de respirar é a maior cura para o corpo humano. Sem a respiração as células de um corpo vivo morreriam. O oxigênio é a primeira necessidade de todas as criaturas vivas sobre a Terra. Nada pode viver sem ele. A respiração traz o oxigênio para os seres vivos. A respiração é responsável pelo transporte de oxigênio do ar para as células, e pela eliminação do dióxido de carbono de nosso corpo. O oxigênio é trazido para as células através do sangue, e o dióxido de carbono é levado para fora das células e expelido pelo corpo. O oxigênio é consumido ou queimado continuamente dentro das células vivas do corpo. Esse processo é conhecido por oxidação e tem sido chamado de “Chama da Vida”. Uma correta respiração faz o sistema respiratório trabalhar com total eficiência e prover suficiente oxigênio para a vida de nosso corpo.
O sistema nervoso central é responsável pela ação da respiração, o que é normalmente um processo automático, mas pode se tornar voluntário e consciente.
Normalmente, respiramos em torno de 50 vezes por minuto e inalamos aproximadamente de meio a um litro de ar a cada inspiração. Em uma respiração profunda, entretanto, em vez de exalar cerca de 1½ litro de ar, o volume total chega 4 litros ou mais. Mesmo após uma expiração mais profunda, porém há sempre algum ar deixado nos pulmões e isso geralmente é em torno e de 1½ litro. Assim pode-se calcular quanto ar não desejado pelo corpo é deixado nos pulmões quando a respiração é insatisfatória.
A maioria de nós respira incorretamente, usando apenas uma pequena parte da capacidade dos pulmões. Nossa respiração é superficial e o resultado é que nosso corpo e cérebro estão famintos. Também acumulamos ar estagnado na região mais baixa dos pulmões. Isso pode acarretar várias doenças, entre elas pneumonia e bronquite.
O momento do nascimento é o mais importante de nossa vida, pois é a hora em que respiramos pela primeira vez; até então, estávamos em um útero cheio de calor, onde todas as necessidades eram supridas. Em um determinado momento, somos postos fora deste conforto, colocados de cabeça para baixo, “agredidos” com palmadas para respirarmos pela primeira vez e cutucados com aparelhos de sucção que nos são colocados no nariz e na boca para limpar a secreção de muco nas vias respiratórias. A primeira respiração é dramática, pois os alvéolos estão ainda colados e, no momento em que o ar entra pelos pulmões de modo forçado, provoca dores e certa sensação de “queimação” registrando nas células memórias de que “RESPIRAR É DOLOROSO”; ”TODA VEZ QUE RESPIRO SINTO DOR”; “ESTAR FORA DO ÚTERO É DESAGRADÁVEL”; “EU NÃO POSSO RESPIRAR”; “SE ISSO É VIDA, EU NÃO QUERO ESTAR AQUI”; O MUNDO É UM LUGAR CRUEL ““, VIVER É DIFÍCIL “etc…”.
Por isso as pessoas se acostumam a realizar uma respiração curta e superficial, que limita o seu Poder Divino e reprime emoções e sensações, devido à associação de que a vida esta baseada na dor, nos fatores limitantes, na sensação de não ser amado. Cria-se um padrão de medo de respirar e esse medo gera um comportamento de negação que influenciará toda a vida. É importante lembrarmos que a respiração é vida e saúde em vários níveis:
No nível físico ela é responsável por 75% da função excretora do corpo e praticamente por todo o funcionamento do nosso organismo, principalmente pelo nosso sistema circulatório e, conseqüentemente pelo sistema energético.
No nível psíquico o ato de respirar transforma nossos pensamentos pelo desenvolvimento da consciência.
No nível espiritual, a respiração é o vínculo entre a Força ou Energia da Vida - PRANA e o corpo físico. Por meio da respiração trazemos o PRANA do Universo Cósmico para o nosso corpo.
A respiração consciente refresca a mente, a energia vital do corpo, limpa no sistema nervoso e o sistema circulatório, nutre as células e os órgãos e equilibra a aura humana.
No Xamanismo o Golfinho é o guardião do sopro da vida que nos ensina a modular nossas emoções pelo ritmo de sua respiração, pois cria seu próprio ritmo vital ao nadar em meio às ondas, emergindo a intervalos regulares para respirar e submergindo novamente, mantendo o fôlego enquanto permanece sob a água. Quando emerge outra vez, expele o ar de forma vigorosa, como o espocar da rolha de uma garrafa de champanhe.
Para os nativos, o ar é o maná, a força vital, a essência do Grande Espírito, presente em cada átomo. O golfinho nos ensina a usar a vida contida no maná por meio da nossa respiração, o que revitaliza cada célula de nosso corpo, rompendo os limites e expandindo as dimensões da realidade física de modo a nos facultar o acesso a outras dimensões. A respiração nos põe em contato com os ritmos da natureza.
Para o Mestre Yogue Sri Swami Sivananda é mediante a conscientização da respiração e do Prana que podemos nos conscientizar e controlar eficazmente todas as diversas funções corporais. Podemos controlar e desenvolver muito fácil e rapidamente o corpo, a mente e a alma. Podemos dominar nosso caráter e harmonizar conscientemente a vida individual universal com a vida cósmica.”
A respiração não significa apenas inalação e exalação do ar, mas um movimento fundamental da vida. Do ponto de vista pessoal ela não é uma função isolada, mas um ritmo no qual o ser humano vivo se expressa, realiza, vivencia e se expõe à vida por meio do corpo e também de todos os âmbitos do espírito e da alma ao mesmo tempo. Pela respiração pode-se medir toda a orientação da vida de uma pessoa. Cada mudança permanente da respiração pressupõe uma mudança do homem como um todo na sua postura relativa a si mesmo e à vida. A respiração errada significa que o homem resiste ao ritmo fundamental da vida, o que dificulta o movimento de mutação o impedindo de se tornar o homem que deveria ser essencialmente.
Só com a liberação do ego na expiração é que se prepara, passo a passo, o aparecimento do “verdadeiro eu”, a despertar do Ser.
Esse foi o meu primeiro aprendizado na Escola DEP (Dinâmica Energética do Psiquismo Humano) re-aprender a respirar, ter consciência da minha respiração e com isso fui tomando consciência de mim mesma, do meu corpo e do meu Ser. É interessante aprender algo tão simples, tão essencial e tão transformador quanto a respiração.
Passei a praticar meditação e respirar e com isso muitas coisas foram se transformando em minha vida, na verdade acho que tudo se transformou, um grande processo de morte e renascimento não só psíquico, mas corporal. Hoje me sinto mais jovem, mais cheia de vida e curioso que numa avaliação física recente os resultados acusaram que cresci dois centímetros, creio que devido à minha mudança postural.
Hoje sou consciente da importância da respiração e procuro multiplicar este conhecimento por onde passo, objetivando que mais e mais pessoas possam Despertar seu Ser através da respiração.
Trechos da Monografia - Carla Nicolini
A ESPIRAL
"A vida é como uma espiral e não como uma linha reta. Passado e futuro se encontram em um infinito presente."
A espiral é a essência do mistério da vida. Assim como se centra, ela também para, se encontra, se retorce e, então, desce e sobe novamente em grandiosas curvas. O tempo se retorce em torno de si mesmo, trazendo os ecos das vibrações enquanto que os caminhos vivos da espiral passam próximos um do outro. A vida corre por estradas sinuosas, os seres se encontram em determinados pontos de suas caminhadas, se entrelaçam, se afastam, partem, retornam às origens. O ponto de partida também é o ponto de chegada, trazendo-nos o constante renovar, os ciclos, a morte e o renascimento.
As espirais também circulam dentro de nós, a energia circula em espiral, é onde a matéria e o espírito mais perfeitamente se encontram, e o tempo, por ele mesmo, não existe. Os nativos lembram as diversidades da vida e dos caminhos, e não compreendem o mundo de forma linear, o seguir em frente em uma única direção como se a vida fosse uma linha reta traçada entre um ponto de início e um de término. O destino é sempre ir além. O grande desafio de todo ser, por natureza um grande guerreiro trilhando as estradas das espirais da vida, é essa busca, é o retorno, é a partida, é caminhar em círculos/ciclos assim como caminha a natureza, pois somos parte dela. É fazer girar a roda do tempo, a roda da cura, não nos prendendo em nenhum ponto em específico porque, assim, podemos vislumbrar os mais diversos pontos que compõem a espiral. A espiral é a energia vital, é a energia em movimento, é a própria jornada.
"Tudo que o poder do mundo faz é feito em círculo. O céu é redondo, e tenho ouvido que a terra é redonda como uma bola, e assim também o são as estrelas. O vento, em sua força máxima, rodopia. Os pássaros fazem seus ninhos em círculos. O sol nasce e desaparece em sua sucessão, e sempre retorna outra vez ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo, que vai da infância até a infância, e assim acontece com tudo que é movido pela força." (Alce Negro, dos Oglala Sioux)
A ESPIRAL DA CONSCIÊNCIA
Consciência é tudo que existe ou o Ser na sua totalidade. Tudo que existe no universo físico e não físico é consciência em manifestação. Já os estados de consciência são patamares de consciência que conseguimos atingir, seja como indivíduos, seja como humanidade coletivamente tomada. Quando os estados de consciência se configuram de forma rígida, solidificada, tornam-se padrões de conduta permanentes, inflexíveis, mas quando se configuram de forma constante e flexível, são elementos fundamentais do nosso processo de desenvolvimento.
O divino nos constitui como Consciência, contudo, não podemos manifestá-la plenamente em nós, por não suportarmos a sua potência. O divino está em nós como uma centelha de vida, cuja Luz se manifestará na medida em que pudermos manifestá-la ao passo que aos poucos nos permitimos caminhar na espiral do desenvolvimento da Consciência. Esta manifestação se dá através de nós, individual ou coletivamente através de patamares que vão do menos consciente para o mais consciente.
A Espiral mostra que somos Consciência em processo de manifestação através do desenvolvimento. Em nossa trajetória existencial, como centelha de Luz, somos um eixo de manifestações sucessivas de estados de consciência, do mais simples para o mais complexo, do mais denso para o mais sutil. A meta de cada um de nós, individualmente, e da humanidade como coletividade, e caminhar para a integração na Unidade Plena. Essa é a essência do nosso Ser.
Livro: Corporificando a Consciência
ACREDITAMOS REALMENTE NUM MUNDO PRÓSPERO E ABUNDANTE?
QUAIS SÃO OS NOSSOS VALORES?
SOBRE QUE BASES ELES FORAM CONSTITUÍDOS?
Quando pensamos em prosperidade na maioria das vezes somos tomados pela energia materialista do ter, do somar bens, patrimônio, conforto, dinheiro. Porém, há como acumular riquezas sem que nosso Ego tome a fibra de um guerreiro competidor que entrou em uma batalha para vencer? Não estaríamos dessa maneira mantendo o status quo que por tanto tempo temos sentido em nossos corações não nos alimentar mais? Não estamos desse modo nos distanciando cada vez mais de nós mesmos?
Sinto hoje em meu coração que a grande força da riqueza, da abundância e da prosperidade é retomarmos nossa conexão com a natureza e seus elementos, restabelecermos a força de todas as nossas relações e isso envolve nossa relação com todos os reinos em todos os níveis, principalmente o humano, pois nessa loucura desenfreada pelo ter desaprendemos como viver em grupos, não nos permitimos a convivência, o viver com, o partilhar.
Partilhar talvez seja a chave da abundância e da prosperidade, pois se somos imagem e semelhança de Deus, somos dotados de talentos e potencialidades do Divino inerentes em nós.
É chegado o momento de COM VIVER E COM PARTILHAR, somente assim podemos co-criar um mundo realmente novo deixando para traz o grande hábito de repetir o que nos foi ensinado, implantado ou programado. Somos Deuses criadores livres, mas com um grande desafio em nossas mãos: criar uma nova realidade a partir de pequenas ações, a partir da harmonia do com viver e do com partilhar talentos e dons sem forças competitivas afinal conhecemos o significado de Namastê, sabemos que somos a totalidade, que nada está separado, logo iremos competir com quem? Com nós mesmos ou contra nós?
Esta questão precisa ser compreendida em nossas células curando de nós crenças pré-estabelecidas sobre sucesso e fracasso, forte e fraco, sobrevivência, riqueza, beleza entre outras. Olhando verdadeiramente para dentro de nós, o que realmente importa? O que verdadeiramente preenche o coração? Será o que tenho ou que Eu Sou?
O Eu sou simplesmente É, o Ser puro, verdadeiro capaz de guiar nossa existência para a cura completa e plena de tudo, ao amor incondicional, ao perdão e a verdadeira fé, a fé na beleza criadora que somos. Ok, mas agora vem o desafio, permitir esta beleza criadora realizar neste plano seu potencial individualizado e assim conviver com outro aspecto individualizado seja na forma que ele se apresentar.
Há que neste momento iniciar formas de convivência a partir de um novo modelo, viver sim em comunidades sustentáveis, onde se possa plantar, viver em harmonia com a natureza restabelecendo este contato de forma mais respeitosa, profunda e essencial. Porém é necessário uma re-conexão com a consciência para que cada ato, cada passo, cada palavra, cada sentimento venha do Ser Essencial, ou seja, da Fonte. Sem esta conexão profunda corremos o risco de reproduzir através de nosso Ego o que o sistema programou em nós por séculos e séculos. Por este motivo muitos modelos e tentativas não se sustentaram e sucumbiram.
Parece loucura, parece impossível, mas nunca estivemos tão perto desta brilhante luz da transformação, nunca nos dispomos desta forma a estar tão verdadeiramente perto de nós. É chegado o momento de união, de dar as mãos para juntos realizarmos sem medo a desfragmentação de todas as crenças, ilusões, formas pensamento que o sistema capitalista nos programou e nos conduziu a acreditar. São inúmeras as crenças limitantes que fazem parte de nós sem que percebamos. Onde realmente colocamos nossa felicidade, nossa paz e nossa qualidade de vida? Acreditamos com a verdade de nosso Ser que estão dentro de nós? Ou isso tb ainda é uma crença?
Precisamos com o amor compassivo de um Buda, neste momento nos pegar no colo, deixar que a luz circule em nossas células, perceber que a mudança não precisa ser dolorida. Que passo a passo, podemos devagar e com amor perceber os antigos padrões e libera-los substituindo-os por uma nova consciência baseada no amor, no acolhimento, na paz, na qualidade de vida, na convivência amorosa, na troca de potencialidades e talentos, na receptividade da abundância plena que é um movimento natural da natureza.
Respirar, conectar-se, estar junto, amar, Ser...
COM VIVER
COM PARTILHAR
Carla Nicolini
PLANTANDO SEMENTES PARA O FUTURO
Nestes tempos de profundas mudanças, sabemos que precisamos agir e contribuir com a transformação, cuidar das pessoas e do Planeta, mas será que temos cuidado o suficiente de nós mesmos para estarmos fortalecidos ao assumir esta tarefa? Ou será que continuamos repetindo os padrões de sempre, nos mantendo prisioneiros de nossos Egos ou Medos?
Este é o Momento da reflexão, o momento de olhar para dentro, se curar, se cuidar e se fortalecer. Não podemos mais viver como marionetes de um sistema, podemos sim manifestar a abundância saudável em nossas vidas, em todos os aspectos: financeiro, intelectual, físico, espiritual e social, permitindo a estas saúdes fluírem através de nós, criando reflexos ao nosso redor: familiares, trabalho, relacionamentos e o próprio Planeta. Só podemos oferecer aquilo que é verdadeiro em nós.
Temos sido verdadeiros em nossas vidas? Encima de quais conceitos baseamos nossos sonhos? Temos dado ouvido ao nosso coração? Ou temos nos deixado abater por problemas materiais e de relacionamento? Temos medo do amanhã? Acreditamos em nós mesmos? Acreditamos em nossos talentos? Muitos de nós neste momento têm sofrido de depressão e pânico, necessitando tomar remédios para continuar seguindo seu caminho e outros têm se envolvido com álcool e drogas, buscando o refúgio de tantas desilusões ou a possibilidade sentir-se criador de uma realidade onde nada pode interferir, sem contar tantos outros que desistiram e não estão mais entre nós.
A grande descoberta é que somos seres poderosos, capazes sim de criar uma nova realidade, seres capazes de transformar o Planeta num lugar saudável e melhor pra se viver, mas antes disso precisamos entender que fomos criados por uma Força Criadora Superior com toda capacidade e potencial, cheios de qualidades e dons, cada um com uma particularidade e talento. Estes potenciais estão armazenados em nossa Essência, o que muitos chamam de Eu Superior e somente olhando para dentro, refletindo e ativando esta conexão podemos colocar esta valiosa engrenagem para girar, nos libertando e nos permitindo ser verdadeiramente livres.
Portanto muitos de nós, devido ás condições e acontecimentos vividos, fomos de certa forma, programados a valorizar somente o externo, a posse desenfreada de bens, sem perceber as conseqüências que este programa tem causado para nós e para o Planeta. Pesquisas atuais comprovam que se todos os habitantes da Terra tivessem o padrão de consumo americano, necessitaríamos de aproximadamente cinco Planetas Terra para dar conta do abastecimento. Isso nos faz refletir sobre para onde estamos indo e o que verdadeiramente queremos. Queremos riqueza financeira a qualquer custo? Ou queremos abundância e prosperidade de forma saudável, equilibrada e sustentável? Queremos ter ou queremos Ser?
A vida é feita de escolhas...já ouvimos de diversos autores, e talvez tenhamos chegado ao momento exato de escolher com que bases guiaremos nossas vidas. Pense nisso!!
Carla Nicolini
DESPERTE SUA CONSCIÊNCIA
O Universo é perfeito, a natureza é perfeita, nós somos perfeitos. Despertar a consciência é ampliar a perfeição inerente em todas as coisas e em nossas vidas conquistando qualidade de vida, prosperidade e a tão sonhada felicidade.
Quando compreendemos que Somos Um abrimos a porta para que toda força da natureza e do Universo atue em nossas vidas e assim criamos um mundo melhor, mais próspero e alegre para nós e para todos a nossa volta.
Todos os resultados que obtemos em nossas vidas, em todos os seus aspectos seja ele, pessoal, profissional, financeiro ou nos relacionamentos, são um reflexo direto do que acontece em nosso interior. . Uma pessoa ou empresa que atue com estes preceitos e com esta visão não tem outra possibilidade a não ser o Sucesso , os Bons Resultados e a Ativação de Atitudes Positivas e Produtivas como: Entusiasmo, Disponibilidade para enfrentar desafios, Crença na solução, Cooperação e Autoconfiança.
"Se você não vê a inerente perfeição em todas as coisas e em todos os aspectos de sua vida, simplesmente torne-se maior."
Carla Nicolini
O SER, ...SABEDORIA...VERDADE...PRESENÇA
Fino brilho, luz, energia divina, manifestação da totalidade, expressão da vida, alegria, paz. Esta é a única e essencial verdade do Ser, rico em qualidade e possibilidades. Ao nascer, a primeira sensação de separatividade e nos sentimos sós, crenças começam a se cristalizar e nos esquecemos de quem somos. Vamos ao longo da vida criando em volta de nós uma casca que aqui faço uma analogia à casca do ovo e esta casca vai se fortalecendo a cada etapa de nossa “evolução”, através da cultura, da sociedade, da educação, da economia, da religião, do que é certo ou errado, do que se determina por sucesso e fracasso etc., formando camadas ainda mais fortes desta casca o que acaba por encarcerar o Ser e seu brilho, pois ele acredita ser tudo isso e se perde.
O interessante é que olhando de dentro desta “casca” tudo parece escuro e a “casca” parece dura, inquebrável o que nos faz no decorrer da Vida perguntar: Quem eu sou? O que vim fazer aqui? E muitas respostas surgem...Eu sou isso, eu sou aquilo...eu não sou nada...eu não sei! E a caminhada na espiral se inicia com muitas impregnações, com muitos medos, incertezas, ansiedade, mas com um objetivo: buscar “entendimento” e responder a tantos questionamentos! Nesta busca muitos lugares, religiões, pessoas, porém nada satisfaz...um vazio! Mas quem sou afinal? Mais questionamentos! Quanta dor, incompreensão, incertezas, parece que nada faz sentido, tudo é muito confuso...Por quê?...Tristeza e em muitos casos depressão e síndrome do pânico!
Mas, quando olhamos por uma perspectiva mais ampla podemos perceber que na verdade a casca é branca e fina, possível de ser quebrada, basta escolhermos este caminho e com essa escolha o grande terapeuta interno começa seu trabalho, atraindo tudo o que for necessário para que a casca se quebre e ele possa manifestar sua essência.
Carla Nicolini
O DESABROCHAR DA CONSCIÊNCIA HUMANA
Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares. Antes desse formidável acontecimento que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, o globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos. A primeira flor provavelmente não durou muito tempo. As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento. Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra – isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.
Muito tempo depois, esses seres delicados e fragrantes que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outras espécies. Cada vez mais, os seres humanos seriam atraídos e se sentiriam fascinados por eles. É provável que as flores tenham sido a primeira coisa que a consciência da espécie humana começou a valorizar enquanto se desenvolvia, mesmo que elas não tivessem vinculadas de alguma maneira à sobrevivência. No decorrer dos tempos, as flores foram a fonte de inspiração de incontáveis artistas, poetas e místicos. Jesus pede-nos que contemplemos e que aprendamos com elas como viver. Diz-se que, em determinada ocasião Buda teria proferido um “sermão silencioso” enquanto segurava uma flor e a apreciava. Após algum tempo, um monge chamado Mahakasyapa começou a sorrir diante dos presentes. Ele teria sido o único a entender o sermão. De acordo com a lenda, aquele sorriso (isto é, a compreensão) foi transmitido às gerações seguintes por 28 mestres sucessivamente e, muito tempo depois tornou-se a origem do zen.
Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar os seres humanos, ainda que por um breve momento, para a beleza que constitui uma parte essencial do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza. O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência da nossa espécie. Os sentimentos de alegria e amor estão ligados de modo intrínseco a isso. Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado, mais sagrado e, em última análise, informe, dentro de nós. Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das quais se originam, elas são como mensageiras de outra esfera, uma espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe. Elas não só exalam um perfume suave a agradável aos seres humanos como emanam a fragrância da esfera espiritual. Se usássemos a palavra “iluminação”num sentido mais amplo do que o convencionalmente aceito, poderíamos considerá-la a iluminação das plantas.
Toda forma de vida em qualquer reino estudado pelas ciências naturais – mineral, vegetal, animal e humano – pode passar pelo processo de “iluminação”. Porém, é raro isso acontecer, uma vez que significa mais do que um avanço: pressupõe uma descontinuidade no seu desenvolvimento, um salto a um patamar inteiramente diferente do Ser e, mais importante, uma diminuição da materialidade.
O que poderia ser mais pesado e mais impenetrável do que uma rocha, a mais densa de todas as formas. Ainda assim, algumas rochas passam por uma mudança na sua estrutura molecular, convertendo-se em cristais, tornando-se transparentes à luz. Há carbonos que, sob uma pressão e aquecimento extraordinários, viram diamantes, enquanto determinados minerais pesados se transformam em outras pedras preciosas.
Quase todos os répteis, as mais terrenas de todas as criaturas, permanecem imutáveis por milhões de anos. Alguns deles, contudo, desenvolveram penas e asas e se transformaram em aves, desafiando assim a força da gravidade, que os dominara por tanto tempo. Não é que eles tenham apenas passado a rastejar e caminhar melhor – esses animais transcenderam completamente a capacidade de realizar esses dois tipos de movimento.
Desde tempos imemoriais, as flores, os cristais, as pedras preciosas e as aves têm um significado especial para o espírito humano. A exemplo de todas as formas vivas, esses elementos são, é claro, manifestações temporárias da Vida subjacente, da Consciência Única. Seu significado especial e a razão pela qual despertam tamanha fascinação nos seres humanos, que possuem grande sentimento de afinidade em relação a eles, podem ser atribuídos à sua propriedade etérea.
Como existe certo grau de presença, isto é, atenção silenciosa e permanente nas percepções humanas, nossa espécie tem a faculdade de sentir a essência vital divina, a consciência, ou o espírito imutável, que há em todas as criaturas, em todas as formas de vida, reconhecendo-a como compatível com a nossa própria essência. Por isso, somos capazes de amá-la como nós mesmos. Até que isso aconteça, contudo, a maioria das pessoas vê apenas as formas exteriores, não atentando para a essência interior, da mesma maneira como não percebe a sua própria essência e se identifica somente com a sua forma física e psicológica.
No caso de uma flor, de uma ave, de um cristal ou de uma pedra preciosa, até mesmo uma pessoa com pouca ou nenhuma presença pode perceber que essas formas contêm algo mais do que a mera existência física, sem, no entanto, saber que essa é a razão pela qual possui sentimentos de atração e afinidade em relação a elas. Por causa da sua natureza etérea, a forma obscurece o espírito que habita até que atinja um grau inferior em comparação ao que ocorre com outras criaturas. A exceção a isso são todas as formas de vida recém-nascidas – bebes humanos e filhotes de cães, gatos, cordeiros, etc. Esses seres são frágeis, delicados, ainda não firmemente estabelecidos na materialidade. Uma inocência, uma doçura e uma beleza que não são deste mundo brilham por meio deles. E é por isso que encantam até mesmo pessoas de pouca sensibilidade.
Deste modo, quando estamos atentos e contemplamos uma flor, uma ave ou um cristal sem nomeá-los mentalmente, eles se transformam numa janela para o que não tem forma. Surge uma abertura interna, ainda que quase imperceptível, para o domínio espiritual. É por isso que, desde tempos imemoriais, essas três formas de vida “iluminadas” desempenham um papel tão importante na evolução da consciência humana. Também é por essa razão que, por exemplo, a jóia da flor de lótus é um símbolo fundamental do budismo, enquanto uma ave branca – a pomba – representa o Espírito Santo no cristianismo. Elas vêm preparando o terreno para uma mudança mais profunda na consciência planetária que está destinada a acontecer com nossa espécie. Esse é o despertar espiritual que estamos começando a testemunhar agora.
Eckhart Tolle – em seu livro O Despertar de uma nova Consciência.
DESPERTANDO
Como encontrar o caminho para nos tornarmos servos do todo, de onde brota a ação como, no dizer de Rosch, “um produto espontâneo” ? Eis um velho enigma. Há dois mil e quinhentos anos, Lao-Tse escreveu:
- Achas que podes tomar o universo e melhorá-lo?
- O Universo é sagrado,
- Não podes aperfeiçoá-lo.
- Na busca do conhecimento, diariamente alguma coisa se adquire.
- Na busca do Tao, diariamente alguma coisa é abandonada.
- Cada vez fazemos menos
- Até alcançar a não-ação.
- O Tao reside no não-fazer
- E, no entanto, nada deixa de ser feito.
Como encontrar o espaço do “não-fazer (onde) nada deixa de ser feito?”
Para alguns, é necessário um trauma ou uma tragédia – como ocorreu a David Marsing e seu ataque cardíaco quase fatal, a Otto e sua experiência com o fogo ou a Fred, executivo do Banco Mundial na Jamaica, e seu diagnóstico – para que “despertem”, descubram o que é verdadeiramente importante na vida e encontrem coragem para seguir o novo caminho. Mas o despertar não está no acontecimento em si; está em nós. Ser servo do todo pressupõe, em última análise, uma mudança de vontade acessível a quantos cheguem a entendê-la e escolhê-la.
Há mais de vinte anos, Peter recomendou a Joseph uma passagem de Eu e Tu de Martin Buber. Ambos a mantiveram sempre à mão, tocados por sua mensagem sobre a transformação da vontade e a liberdade verdadeira.
O homem livre é aquele que quer, mas não com um querer autocentrado e arbitrário.
(...) Ele acredita no destino e acredita que o destino precisa dele (...) mas não sabe onde encontrá-lo. Sabe, contudo, que precisa entregar-se de corpo e alma. As coisas não serão como ele decidiu; mas o que tem que ser, só será quando ele decidir o que é capaz de querer. Deve sacrificar sua vontade insignificante e refreada, controlada por coisas e instintos, á vontade maior, definida para o ser predestinado.
Segundo Buber, a aptidão para a verdadeira liberdade se manifesta quando”sacrificamos” nossa “vontade refreada” à “vontade maior”. Por fim, reconhecemos que essa aptidão era exatamente aquilo que Shaw chamou de “ser uma força da natureza” e vimos que, nas frases seguintes, Buber evocou magnificamente a inteireza do movimento:
Então ele deixa de intervir, mas ao mesmo tempo não permite que as coisas simplesmente aconteçam. Ouve o que brota de si mesmo, perscruta a caminhada de seu ser no mundo – não para obter o amparo do mundo e sim para concretizá-lo conforme o mundo assim o deseja.
Livro: Presença
A MENSAGEM DO CHEFE SEATTLE
O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar nossa terra.
O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta. Sabemos que, se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra.
Como se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como podemos comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para o meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada bruma na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. (...)
(...) O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. A água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos nossa terra, você terá de se lembrar que ela é sagrada, e terá de ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos fala dos eventos e das recordações da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai.
Os rios são nossos irmãos, eles saciam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se lhe vendermos nossa terra, você terá de se lembrar, e de ensinar a seus filhos, que os rios são nossos irmãos, e terá de dispensar aos rios o tratamento bondoso que dispensaria a um irmão. (...)
(...) Assim, vamos levar em conta a sua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. (...)
(...) O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas entre si.
Você deve ensinar a seus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas dos nossos antepassados. Para que respeitem a terra, conte a seus filhos que a riqueza da terra são as vidas de nossos irmãos. Ensine a seus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontece com a terra acontece com os filhos da terra. Se o homem cospe no chão, cospe nele mesmo. (...)
(...) Mas vamos levar em conta sua oferta para irmos para a reserva que você criou para o meu povo. Viveremos separados, e em paz. Pouco importa onde passaremos o resto de nossos dias. Nossos guerreiros se sentirão envergonhados, e após a derrota passarão seus dias no ócio, contaminando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas fortes. Pouco importa onde passaremos o resto dos nossos dias. Eles não serão muitos. Mais algumas horas, mais alguns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra, ou que têm vagueado agora em pequenos bandos pelas florestas, restará para lamentar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso. Mas por que devo lamentar a morte do meu povo? Tribos são feitas de homens, nada mais. Homens vêm e vão, como as ondas do mar.
Nem o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Podemos ser irmãos, apesar de tudo. De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez você pense agora que O possui assim como quer possuir nossa terra, mas não pode. Ele é o Deus do homem e Sua compaixão pelo homem vermelho e pelo branco é a mesma. Esta terra é querida por Ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo seu Criador. Os brancos também vão acabar – talvez mais cedo do que todas as outras tribos. (...)
(...) Vamos levar em conta sua oferta para comprar nossa terra. Se concordarmos, será para garantir as reservas que nos prometeu. Lá, talvez, poderemos viver nossos últimos dias tal como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido desta terra e sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem cruzando as pradarias, estas praias e florestas ainda abrigarão os espíritos do meu povo. Pois eles amam esta terra como o recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Assim, se lhe vendermos nossa terra, ame-a como nós a amamos. Proteja-a como nós a protegemos. Guarde na mente a lembrança da terra tal como estiver quando ocupá-la. E com toda a sua força, com toda a sua mente, com todo o seu coração, preserve-a para seus filhos e ame-a... como Deus nos ama a todos.
De uma coisa sabemos. Nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é preciosa para Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar nosso destino comum. Podemos ser irmãos, afinal. Veremos.
ECOLOGIA DA MENTE
Um cenário científico sistêmico de várias correntes que fazem parte de um mesmo lençol d’água convergindo para um mesmo lago. O lago é uma metáfora para uma nova comunidade, uma nova ecologia do conhecimento.
Na medida em que essas novas idéias começam a se interligar em um ecossistema mais amplo, esse novo modelo do pensamento deixa de ser um fluxo particularizado da pesquisa e da inovação científica e torna-se algo diferente, que não será apenas uma descoberta ou uma nova teoria, mas uma nova cultura planetária.
A alfabetização ecológica fundamenta o que pode ser chamado de ecologia da mente, criando novas bases epistemológicas que reordenem as atitudes e comportamentos dos seres humanos. Atualmente, a lógica evolutiva que permeia as relações humanas está amparada rigidamente na visão darwinista de luta constante pela sobrevivência, como pode ser constatada no seguinte trecho da obra A Origem das Espécies, de Charles Darwin:
“ A seleção natural não produz nada em uma espécie, exclusivamente para o bem ou prejuízo de uma outra; embora ela possa produzir partes, órgãos e excreções úteis, ou mesmo indispensáveis, ou por outro lado, de grande perigo para outras espécies, mas, em qualquer desses casos, igualmente úteis ao possuidor. Em cada território bastante ocupado, a seleção natural se faz pela competição entre os habitantes; e o sucesso na luta pela vida é alcançado somente dentro dos padrões de sobrevivência daquele território em particular. Por esta razão, os habitantes de um território, geralmente o menor deles, submetem-se com freqüência aos habitantes de outro, geralmente maior. Porque no território maior deve ter existido um maior número de indivíduos e formas mais diversificadas, e a competição deve ter sido severa e, portanto, o padrão de perfeição fixou-se em patamares mais elevados”.
Como se verifica claramente, aqui o sistema de ordenação é visto na forma de relação entre um grupo dominante e um subordinado, prevalecendo as noções de competição e hierarquia.
Ao longo do Século 20, saltos científicos em várias disciplinas surgiram desafiando a narrativa científica de Darwin, que, segundo o historiador da ciência Willian Irwin Thompson, refletem em seu âmago o espírito político do Império Britânico do Século 19, espaço e tempo da vida de Charles Darwin.
Uma das teorias mais marcantes nesse sentido é a Simbiogênese, da bióloga norte-americana Lynn Margulis. A partir de uma profunda pesquisa através do reino bacteriano, Margulis constatou que a evolução das espécies fica evidenciada a partir de um sofisticado espírito cooperativo entre os seres, no qual a escassez de alimentos na natureza provavelmente selecionará os seres simbiontes acima dos parceiros individualizados. Simbiose são as relações ecológicas em que dois ou mais seres distintos interagem (podendo até mesmo se fundirem) através do compartilhamento de virtudes e recursos, propiciando alta sinergia nessas relações.
Isso significa uma visão da vida radicalmente diferente da que prepondera na cultura da civilização. Ao invés de uma luta constante pela sobrevivência, como Darwin enfatizou, o fenômeno da evolução é marcado pela partilha de recursos entre os seres, demonstrando um espírito de interdependência subjacente aos processos da vida.
Na antropologia, duas vertentes opostas sobre as origens da cultura humana parecem reproduzir as mudanças que vem ocorrendo na biologia. A primeira, popularizada por Robert Ardrey, afirma que foi a ferramenta que nos tornou humanos e gerou uma cultura separada da natureza. Sob esse ponto de vista, o ato de matar é um dos que mais identificam a nossa condição de seres humanos, no sentido que a arma tem sua força própria e arremessa aquele que a utiliza para um novo nicho ecológico.
A outra vertente antropológica sugere que as origens da cultura humana estão relacionadas à partilha do alimento. Glynn Isaac, em suas pesquisas arqueológicas na África, nos leva a crer que o alimento era transportado de um lugar para outro, onde era distribuído em condições de segurança. A partir dessa perspectiva, a atitude básica que nos torna humanos é a comunhão do alimento.
A alfabetização ecológica incorpora todas as disciplinas para reconstruir a visão da vida e da humanidade a partir da perspectiva sistêmica, enfatizando os processos ao invés dos objetos, as relações construtivas ao invés dos fragmentos, a compreensão e o estímulo ao invés da tecnologia e do controle. Apresenta-se como um sistema de ensino-aprendizagem que busca transcender a apologética científica para a crise de administração do falido sistema mundial atual para uma nova visão que forneça os fundamentos para a política de uma nova cultura do planeta.
Se olharmos com atenção à nossa volta, podemos perceber o catastrofismo permeando as narrativas científicas e artísticas. Isso significa que as bases mais profundas da sociedade industrial estão cedendo e estamos deparando com uma nova visão da dinâmica do planeta, uma visão de súbitas descontinuidades.
É com freqüência que se presencia na história que uma transformação radical é sempre precedida por uma intensificação das posições antigas. Um efeito de ocaso, uma intensificação de um fenômeno que não resulta na sua continuidade, mas no seu desaparecimento.
O QUE É ECOLOGIA PROFUNDA
A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.
Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.
A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial" – isto é, a visão convencional segundo a qual o meio ambiente deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano.
Ao nível superficial, o homem coloca-se como centro do mundo e quer preservar os rios, o oceano, as florestas e o solo porque são instrumentos do seu próprio bem-estar. Quando olha para o meio ambiente com esta preocupação, o homem só enxerga os seus próprios interesses, já que, inconscientemente, se considera a coisa mais importante que há no universo. Olha a árvore e vê madeira. Olha o solo e vê o potencial agrícola ou a possível exploração de minérios. Olha o rio e vê um curso d’água navegável por barcos de determinado porte. Ele sabe que deve preservar os chamados recursos naturais, porque são preciosos. A natureza para ele é um grande cofre, abarrotado de riquezas renováveis, mas que deve ser cuidadosamente preservado. Daí a necessidade de autoridades ambientais atuantes e uma boa legislação que preserve o meio ambiente.
Este nível da consciência ecológica tem importância, porque faz com que os seres humanos questionem seu comportamento econômico e comecem a perceber mais claramente que a ética, afinal, dá bons resultados. A postura mais primitiva, de mera pilhagem, vem sendo deixada de lado em grande parte da economia. As políticas públicas de meio ambiente têm reforçado até hoje prioritariamente este primeiro nível, claramente insuficiente, de consciência ambiental. A multa, a repressão, a aplicação da legislação ambiental e a fiscalização seriam instrumentos muito úteis a curto prazo, se no Brasil a política nacional de meio ambiente não tivesse sido tão persistentemente esvaziada.
Mas as boas notícias são mais fortes que as más. Uma nova consciência empresarial já repensa o conjunto das atividades econômicas a partir da meta de administrar sabiamente, a longo prazo, os recursos naturais. As gerações mais recentes de empresários e executivos trazem consigo uma forte consciência ambiental. Sua atitude é compatível com a descrição holística do universo e com a ecologia profunda. Progresso econômico e bem-estar material deixam de ser inimigos da preservação ambiental ou da busca espiritual. As novas tecnologias permitem aumentar a produção, ao mesmo tempo que se diminui, radicalmente, o impacto ambiental. O verdadeiro progresso econômico – surge agora um consenso em torno disso – deve ser socialmente justo e ecologicamente sustentável. As medidas convencionais e de curto prazo para a preservação ambiental combatem os efeitos da devastação e pressionam pela gradual adaptação das atividades econômicas às leis da natureza. Mas a ecologia profunda dá um sentido maior às estratégias convencionais de preservação. Atacando as causas ocultas da devastação, projeta e estimula o surgimento de uma nova civilização culturalmente solidária, politicamente participativa e ecologicamente consciente.
Em última instância, as causas da destruição ambiental são o individualismo ingênuo, o sentimento de cobiça material sem freios e a ilusão de que o ser humano está separado do meio ambiente, podendo agir sobre ele sem sofrer as conseqüências do que faz. Ter isto claro é importante. No entanto, não basta uma percepção teórica deste dilema ético. Além de compreender intelectualmente o princípio da unidade ecológica de tudo o que há, é oportuno vivenciar e deixar-se inspirar pelo sentimento da comunhão com a natureza. Deste modo, aprende-se a colocar cada um dos processos econômicos e sociais a serviço da vida, já que é absurdo pretender inverter o processo e colocar a vida a serviço deles.
Não há, pois, oposição real entre a ecologia convencional ou de curto prazo e a ecologia profunda ou mística. São dois níveis diferentes de consciência. Ambos são indispensáveis, e são mutuamente inspiradores. Foi em meados da década de 1980 que diversos pensadores – Warwick Fox, Henryk Skolimowski e Edward Goldsmith, além do próprio Arne Naess – começaram a produzir textos variados a partir do ponto de vista da ecologia profunda. A nova física e a nova biologia, com Fritjof Capra, Gregory Bateson, Rupert Sheldrake, David Bohm, e também os trabalhos científicos de James Lovelock e Humberto Maturana, entre outros, deram legitimidade científica à ecologia profunda. Em sua vertente religiosa, esta corrente de pensamento tem ampla base de apoio na tradição mística de todas as grandes religiões da humanidade. São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, está longe de ser uma figura isolada.
Cauteloso, Arne Naess recusou-se a criar um sistema racionalmente coerente – um circuito fechado de idéias – capaz de limitar o conceito de ecologia profunda, e manteve-o como uma idéia aberta segundo a qual a variedade da vida é um bem em si mesma. Para Naess, esta ecologia surge do reconhecimento interior da nossa unidade com a natureza. O fato nem sempre requer explicações e muitas vezes não pode ser descrito com palavras. Mas a ação freqüentemente mostra com clareza o que é ecologia profunda.
Em certa ocasião, um rio da Noruega foi condenado à destruição para que fosse construída uma grande hidrelétrica. As margens do curso d’água seriam inundadas para que se fizesse o lago da barragem. Um nativo do povo Sami recusou-se, então, a sair do lugar. Quando, finalmente, foi preso por desobediência e retirado dali à força, ele não teve opção. Mais tarde a polícia perguntou-lhe por que se recusara a sair do rio. Sua resposta foi lacônica:
– "Este rio faz parte de mim mesmo".
O indígena estava certo. O meio ambiente faz, realmente, parte de nós mesmos. São dele o ar que respiramos e a água que compõe 70 por cento do nosso corpo físico. Dele vêm os nutrientes que renovam a cada instante as nossas células. Esta unidade dinâmica não está limitada ao plano material da vida, mas também é psicológica e espiritual, mesmo que alguns de nós não tenhamos plena consciência disso.
Carlos Cardoso Aveline - Brasília, 30 de janeiro de 1999.
CAMPOS DE ENERGIA
Compreender que tudo é energia e que o nosso campo de vibração se dá de acordo com a forma como nos relacionamos com as situações e pessoas é de extrema importância para que possamos fazer escolhas mais conscientes.
Podemos escolher sermos vítimas, ver as coisas acontecerem, seguir na densidade e permitir que o sofrimento tome conta de nós, essa é uma maneira de lidar com a vida, é um padrão que acessamos e um campo de vibração que nos mantemos. Mas podemos também acessar outros níveis de consciência, ampliar o olhar, ir além da realidade que se mostra e transformá-la.
Acessando níveis mais ampliados de consciência, a fragmentação vai deixando de existir e então a forma de lidar com as dificuldades pode se acolhida como aprendizados que auxiliam no crescimento.
Buscar ferramentas de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal são muito importantes para seguir nessa direção, alguns exemplos são: a arte, o canto, a dança, a meditação, rituais, banho de ervas, o contato com a natureza, a psicoterapia.
Com isso há o fortalecimento para se viver a vida de forma mais serena, em equilíbrio e harmonia com o que está ao redor, e há a compreensão de que o manifesto é reflexo daquilo que somos: o estado de impermanência, transformação e evolução.
Adriana Gonzalez
ORAÇÃO DO MERECIMENTO
Sou merecedor. Mereço tudo o que é bom. Não uma parte, não um pouquinho, mas tudo o que é bom.
Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.
Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.
Em minha mente, sou livre.
Agora me transporto para um novo espaço de consciência, onde estou disposto a me ver de maneira diferente.
Estou decidido a criar novos pensamentos Sobre mim mesmo e minha vida.
Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.
Eu agora sei e afirmo que sou uno com o Poder de Prosperidade do Universo.
Assim, prospero de inúmeras maneiras.
Está diante de mim a totalidade das possibilidades.
Mereço vida, uma boa vida.
Mereço amor, uma abundância de amor.
Mereço boa saúde.
Mereço viver com conforto e prosperar.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço a liberdade de ser tudo o que posso ser.
Mereço mais do que isso. Mereço tudo o que é bom.
O Universo está mais do que disposto a manifestar minhas novas crenças.
Aceito essa vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois eu sou merecedor.
Eu a aceito; sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo.
Sou merecedor. Mereço tudo o que é bom. Não uma parte, não um pouquinho, mas tudo o que é bom.
Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.
Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.
Em minha mente, sou livre.
Agora me transporto para um novo espaço de consciência, onde estou disposto a me ver de maneira diferente.
Estou decidido a criar novos pensamentos Sobre mim mesmo e minha vida.
Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.
Eu agora sei e afirmo que sou uno com o Poder de Prosperidade do Universo.
Assim, prospero de inúmeras maneiras.
Está diante de mim a totalidade das possibilidades.
Mereço vida, uma boa vida.
Mereço amor, uma abundância de amor.
Mereço boa saúde.
Mereço viver com conforto e prosperar.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço a liberdade de ser tudo o que posso ser.
Mereço mais do que isso. Mereço tudo o que é bom.
O Universo está mais do que disposto a manifestar minhas novas crenças.
Aceito essa vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois eu sou merecedor.
Eu a aceito; sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo.
(autor desconhecido)
EU SEI, MAS NÃO DEVIA - Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíches porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios.
A ligar a televisão e assistir a comerciais.
A ir ao cinema, a engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável.
À contaminação da água do mar.
À luta. À lenta morte dos rios.
E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna.
O texto acima é extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
Texto disponível no endereço eletrônico: http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp
OS 9 INSIGHTS DA PROFECIA CELESTINA
1. Estamos redescobrindo que vivemos em um mundo profundamente misterioso, cheio de repentinas coincidências e encontros sincronísticos que parecem do destino.
2. Quanto mais pessoas acordarem para esse mistério, mais poderemos criar uma nova visão mundial - redefinindo o universo como energia sagrada.
3. Nós descobriremos que tudo ao nosso redor, toda matéria, consiste e vem de uma energia divina que estamos começando a entender.
4. Sob esta perspectiva, podemos ver que seres humanos sempre se sentiram inseguros e desconectados da fonte sagrada e também tentamos obter energia dominando um ao outro. Essa é a causa de todo conflito humano.
5. A única solução é cultivar a sua conexão pessoal com o divino, uma transformação mística que nos preenche com energia e amor ilimitado, ampliando nossa percepção de beleza, e nos levando a um maior auto-conhecimento.
6. Com esse conhecimento/percepção, podemos liberar nosso padrão de comportamento controlador, e descobrir uma verdade específica, uma missão, que estamos aqui para compartilhar e que nos ajuda a evoluir a humanidade a este novo nível de realidade.
7. Na busca dessa missão, podemos descobrir uma intuição interior que nos mostra onde ir e o que fazer, e se tivermos interpretações positivas, nossa intuição atrairá um fluxo de coincidências que abre as portas para nossa missão.
8. Quando o número suficiente de pessoas entrar nesse fluxo evolucionário, sempre dando energia ao Eu Superior de todos que conhecermos, construiremos uma nova cultura onde nossos corpos evoluirão a altos níveis de energia e percepção.
9. Dessa forma, participaremos dessa longa jornada da evolução do Big Bang ao nosso propósito de vida: energizar nossos corpos, geração por geração até enxergarmos o céu.
Mensagem:
Todos nós temos um propósito de vida e escolhemos diversos caminhos para chegar ao nosso eu interior. Usamos nossa intuição, nossos insights, nossa energia e nosso corpo físico para evoluir.
A expansão da consciência evolui a cada dia que passa acelerando nosso desejo interior e nosso chamado. Basta ouvir aquela voz interior que temos e que nos guia como um compasso através do nosso coração e da nossa alma. Qualquer caminho é válido.
Basta esse caminho ter coração e alma.
Livro: Profecia Celestina
ERVAS MEDICINAIS E SUAS FUNÇÕES
(Fonte: Ervas Medicinais no Brasil – Harri Lorenzi e F.J.Matos)
Alecrim
Na forma de chá (infusão) é usado como medicação para casos de má digestão, gases no aparelho digestivo, dor de cabeça, fraqueza e memória fraca. O estudo das informações sobre esta planta permitiu indica-la também no tratamento de casos de hipertensão, problemas digestivos, perda de apetite e, externamente nos sintomas de reumatismo. Em uso tópico local é considerada cicatrizante, antimicrobiana e estimulante do couro cabeludo. Por via oral é diurético, carminativo e antiinflamatório intestinal sendo o uso do seu chá recomendado inclusive para o tratamento por via oral de cistite e de hemorróidas inflamadas. O chá deve ser do tipo abafado (infusão) de 1 colher (chá) posta em infusão com água fervente. Bebe-se 1 xícara 3 vezes ao dia. Para o uso em banhos e lavagens locais faz-se um chá abafado com 50g para um litro de água. Apesar de ser pouco tóxica, a ingestão de grande quantidade pode causar intoxicação.
Alface comum
Planta laxante, diurética, antiácida e anti-reumática. O suco da planta é considerado sonífero, calmante de estômago e do sistema nervoso, sendo empregado contra palpitações do coração. Para tosses rebeldes noturnas tem sido recomendada a infusão de suas folhas picadas na proporção de 2 colheres (sopa) para 1 xícara (chá) de água fervente adoçada com mel na dose de uma colher de sopa 2 a 3 vezes ao dia. Nos casos de perturbação do sistema nervoso (depressão, angustia, ansiedade, excitação e insônia) é indicado o mesmo chá, sem açúcar e em maior dose (1 xícara de chá 2 a 3 vezes ao dia).
Na pele em casos de irritação, vermelhidão, urticária e irritação nos olhos, 1 colher (sopa) das folhas picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura por alguns minutos, adicionando-se após o resfriamento 1 colher de sopa de glicerina.
Babosa – Aloe Vera
Cicatrizante no caso de queimaduras e ferimentos superficiais da pele pela aplicação local do sumo fresco, diretamente, ou cortando-se uma folha depois de bem limpa, de modo a deixar o gel exposto para servir como um delicado pincel.
Bálsamo
O bálsamo é uma planta suculenta, largamente conhecida por suas qualidades ornamentais e medicinais. Seu caule é ramificado, de textura herbácea e porte subarbustivo, geralmente entre 30 a 90 centímetros de altura. As folhas são carnosas, glabras, brilhantes, de formato espatulado a ovalado, recurvadas para cima, de cor verde a bronzeada e dispostas em rosetas nas extremidades dos ramos. As inflorescências surgem no outono e inverno, são do tipo panícula, terminais e compostas por pequenas e abundantes flores amarelas, pentâmeras e bastante decorativas.
• Indicações: Ferimentos, queimaduras, inflamações da pele.
• Propriedades: Cicatrizante, antiinflamatória, emoliente.
• Partes usadas: Folhas frescas (Utilizar para fazer cataplasma e aplicar no local).
Camomila amarela
Digestivo, sedativo, combate cólicas, auxilia na eliminação de gases e estimula o apetite. Utilizar o infuso como chá ou como compressa. No caso de cólica infantil colocar ainda quente sobre o abdômen.
Cânfora
A cânfora-de- jardim é uma erva medicinal, de folhas recortadas, verde-acinzentadas e ricas em óleos essenciais e aromáticos. Ela não deve ser confundida com a cânfora (Cinnamomum camphora), de origem asiática e de porte arbóreo.
É uma planta tóxica em altas concentrações e seu uso deve ser apenas externo, em pomadas, tinturas, compressas ou em infusões para inalação dos vapores desprendidos. Além de suas utilizações medicinais, a cânfora-de-jardim apresenta ações alopáticas, com efeitos fungicidas, herbicidas e repelentes, tornando-se uma planta útil ou daninha dependendo da situação. Medicinal: Indicações: Dores musculares, contusões, picadas de insetos, problemas respiratórios. Propriedades: Analgésica, antiinflamatória, calmante, descongestionante, sedativa e anti-reumática. Partes usadas: Toda planta.
Capim Limão
É formado principalmente por citral, ao qual se atribui à atividade calmante e espasmolítica; contêm também um pouco de mirceno, princípio ativo de ação analgésica. Seu chá deve ser do tipo abafado e preparado de preferência com folhas frescas, que tem um sabor mais agradável; é empregado para alívio de pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais, bem como no tratamento do nervosismo e estados e intranqüilidade.
Outra preparação de sabor muito agradável e que tem os mesmos efeitos do chá, é o refresco preparado com 40 folhas cortadas em pequenos pedaços e trituradas em liquidificador juntamente com o suco de quatro a seis limões em 1 litro de água, esta mistura deve ser coada em peneira fina, adoçada a gosto e posta para gelar; ambas as preparações podem ser bebidas a vontade, pois são completamente desprovidos de qualquer ação tóxica. Recomenda-se lavar bem a planta antes de utilizá-la para evitar a existência de microorganismos.
Carqueja
Problemas hepáticos (remove obstruções da vesícula e fígado) e contra disfunções estomacais (fortalece a digestão) e intestinais (vermífugo).
Tratamento de úlcera, diabetes, malária, anginas, anemia, diarréias, garganta inflamada, vermes intestinais, disfunções hepáticas etc. Infusão: água fervente a 1 xícara (chá) contendo uma colher (sopa) de suas hastes picadas, na dose de 1 xícara de (chá) 3 vezes ao dia, 30 min antes das refeições.
Citronela
Suas folhas são usadas como repente de insetos e aromatizantes de ambientes.
É também utilizada de forma medicinal, na forma de chá para o tratamento de gripe, tosse e resfriado por ter quase o mesmo cheiro do eucalipto-limão.
Hortelã
São utilizadas como condimento de carnes e massas, bem como para fins medicinais como espasmolítica, antivomitiva e estomática por via oral e como anti-septica e antiprurido, por via local.
Lavanda
São utilizadas na medicina popular, principalmente as inflorescências e menos frequentemente as folhas, que são consideradas estimulante, digestiva, antiespasmódica, tônica, calmante dos nervos e antimicrobiana. São utilizadas no tratamento da insônia, nevralgia, asma brônquica, cólicas e gases intestinais. Para o tratamento de afecções das vias respiratórias, asma, bronquite, tosse, catarro, gripe, sinusite, tensão nervosa, depressão, insônia, vertigens, cistite e enxaqueca. Usar seu chá por infusão preparado adicionando-se água fervente em uma xícara das médias contendo uma colher de sobremesa das inflorescências, na dose de 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia. Recomenda-se também para os casos de corrimento vaginal, sarnas ou piolhos, em banho de assento ou aplicação local com algodão durante 3 dias, do seu extrato macerado em vinho branco.
Macela rasteira
Usos terapêuticos: Antiinflamatório, calmante, antidiarréico, bactericida, antiespasmódico, digestivo, carminativo, relaxante muscular. Partes utilizadas: Flores. Formas de uso e dosagem: Chá por infusão: 10 g de flores secas/litro de água - 3 a 4 xícaras ao dia, preferencialmente às refeições para distúrbios digestivos; 30 g de flores secas/litro de água - para aplicações em banhos e compressa. Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário. Efeitos colaterais: Não relatados na literatura, quando utilizada de forma adequada.
Contra-indicações: Gravidez, pelo efeito miorelaxante.
Malva
Seu sumo trata queimaduras e picadas de inseto. É uma erva levemente adstringente capaz de suavizar a irritação dos tecidos e reduzir inflamações. Suas folhas, flores e frutos são empregados como infusão no tratamento de bronquite crônica, tosse, asma, enfisema pulmonar e coqueluche, bem como nos casos de colite e constipação intestinal. Em dose excessiva é considerada laxativa. Externamente na forma de banho localizado é empregada contra afecções da pele, contusões, furúnculos, abscessos e mordidas de insetos e na forma de bochechos e gargarejos, contra inflamações e afecções da boca e garganta.
Manjericão
É uma erva aromática, restaurativa, que alivia espasmos, baixa a febre e melhora a digestão, além de ser efetiva contra infecções bacterianas e parasitas intestinais. Seu chá é considerado estimulante digestivo, antiespasmódico gástrico e anti-reumático. É recomendado para problemas digestivos em geral (estomacal, hepático, vesícula biliar e gases intestinais) na forma de infusão, preparado adicionando-se água fervente em 1 xícara (chá) contendo uma colher (sobremesa) de folhas e inflorescências picadas. Recomenda-se este mesmo chá com 1 colher (sobremesa) de mel para problemas das vias respiratórias (tosses noturnas, gripes, resfriados e bronquites). Não é recomendado para gestantes nos primeiros 3 meses de gravidez.
Melissa – erva-cidreira
As suas folhas e inflorescências são empregadas na forma de chá, de preferência com a planta fresca, como calmante nos casos de ansiedade e insônia e também como medicação contra gripe, bronquite crônica, cefaléia, enxaqueca, dores de origem reumática, para normalizar as funções gastrintestinais e, externamente no tratamento de manifestações virais. O seu chá por infusão preparado adicionando-se água fervente em 1 xícara (chá) contendo 1 colher (sobremesa) de folhas e ramos frescos ou secos bem picados na dose de 1 xícara (chá) pela manhã e outra a noite. É recomendado contra dores de cabeça, problemas digestivos, cólicas intestinais, ansiedade e nervosismo. Recomenda-se também como banho relaxante de imersão durante 15 min, o infuso preparado pela adição de meio litro de água fervente sobre 15 colheres (sopa) de folhas e ramos florais picados.
Mentha - Vick
Propriedades antidispéptica, antivomitiva, descongestionante nasal e antigripal, incluindo seu emprego de forma especial no caso de dor de cabeça e coceira na pele. As folhas podem ser cheiradas lentamente como desobstruente nasal e para alívio do mal estar respiratório do início da gripe, por causa do alto teor de mentol (deve ser feito em pequenas doses, pois o excesso pode provocar paralisia respiratória). Para tratamento de problemas gástricos, acompanhados ou não de vômito usa-se o chá do tipo abafado (infusão) preferencialmente gelado e preparado colocando a água fervente sobre 6 a 10 folhas da planta.
Mil Folhas – Novalgina
Diurética, antiinflamatória, antiespasmódica e cicatrizante, sendo aplicada internamente contra afecções das vias respiratórias superiores, indisposição, astenia, flatulência, dispepsia, diarréia, febres e tratamento da gota. Em uso externo é empregada contra hemorróidas, contusões, doenças da pele, feridas e dores musculares.
Como estimulante das funções digestivas, contra gases intestinais e cálculo renal, é recomendada na forma de chá, preparado adicionando-se água fervente a 1 xícara (chá) contendo 1 colher (sobremesa) de suas inflorescências picadas, na dose de 1 xícara de chá duas vezes ao dia.
Recomenda-se também em uso externo contra hemorróidas e fissuras anais na forma de banho de assento de seu chá em exposição mínima de 15 min. Dores reumáticas e cólicas menstruais e renais, recomenda-se o cataplasma de suas inflorescências em aplicação sobre a área durante 15 min.
Poejo
Na forma de infusão preparado de maneira usual, no tratamento caseiro de desordens digestivas, amenorréia, gota, resfriados, porém sua deve-se tomar cuidado, pois sua utilização em doses elevadas pode provocar ação abortiva e problemas no fígado.
Sálvia
Suas folhas e inflorescências são empregada internamente para indigestão, problemas de fígado, contra lactação, salivação e suor excessivos, contra ansiedade, depressão e problemas de menopausa. É usada também como auxiliar no tratamento da gota, diabetes, bronquite crônica e intestino preso. Contra sudorese excessiva nas mãos e axilas e problemas de indigestão é indicado o chá por infusão de suas folhas e flores preparado adicionando-se água fervente a 1 xícara (chá) contendo 1 colher (sobremesa) deste material picado na dose de 1 xícara (chá) duas vezes ao dia. Deve-se evitar o consumo desta planta em excesso ou durante longos períodos seguidos.
O que é Sustentabilidade?
Neste texto o físico Fritjof Capra mostra que sustentabilidade é a conseqüência de um complexo padrão de organização que apresenta cinco características básicas: interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade e diversidade. Ele sugere que, se estas características, encontradas em ecossistemas, forem 'aplicadas' às sociedades humanas, essas sociedades também poderão alcançar a sustentabilidade. Portanto, segundo a visão de Capra, "sustentável" não se refere apenas ao tipo de interação humana com o mundo que preserva ou conserva o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, ou que visa unicamente a manutenção prolongada de entes ou processos econômicos, sociais, culturais, políticos, institucionais ou físico-territoriais, mas uma função complexa, que combina de uma maneira particular cinco variáveis de estado relacionadas às características acima. O texto - adaptado por Augusto de Franco para a revista Século XXI (número 3, setembro de 1999) do Instituto de Política - foi tirado, com autorização dos editores brasileiros, do epílogo do livro 'A Teia da Vida: uma nova compreensão dos sistemas vivos' (Cultrix - Amana-Key, São Paulo, 1997) intitulado 'Alfabetização Ecológica'.
Introdução
1. 'Reconectar-se com a teia da vida significa construir, nutrir e educar comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras. Para realizar essa tarefa, podemos aprender valiosas lições extraídas do estudo de ecossistemas, que são comunidades sustentáveis de plantas, de animais e de microorganismos. Para compreender essas lições, precisamos aprender os princípios básicos da ecologia. Precisamos nos tornar, por assim dizer, ecologicamente alfabetizados (Bateson, Gregory. 'Mind and Nature: A Necessary Unity', Dutton, Nova York, 1979). Ser ecologicamente alfabetizado, ou 'eco-alfabetizado', significa entender os princípios de organização das comunidades ecológicas (ecossistemas) e usar esses princípios para criar comunidades humanas sustentáveis. Precisamos revitalizar nossas comunidades - inclusive nossas comunidades educativas, comerciais e políticas - de modo que os princípios da ecologia se manifestem nelas como princípios de educação, de administração e de política (idem).
2. A teoria dos sistemas vivos discutida aqui fornece um arcabouço conceitual para o elo entre comunidades ecológicas e comunidades humanas. Ambas são sistemas vivos que exibem os mesmos princípios básicos de organização. São redes que organizacionalmente fechadas, mas abertas aos fluxos de energia e de recursos; suas estruturas são determinadas por suas histórias de mudanças estruturais; são inteligentes devido às dimensões cognitivas inerentes aos processos da vida.
3. Naturalmente, há muitas diferenças entre ecossistemas e comunidades humanas. Nos ecossistemas não existe autopercepção, nem linguagem, nem consciência e nem cultura; portanto, neles não há justiça nem democracia; mas também não há cobiça nem desonestidade. Não podemos aprender algo sobre valores e fraquezas humanas a partir de ecossistemas. Mas o que podemos aprender, e devemos aprender com eles, é como viver de maneira sustentável. Durante mais de três bilhões de anos de evolução, os ecossistemas do planeta têm se organizado de maneiras sutis e complexas, a fim de maximizar a sustentabilidade. Essa sabedoria da natureza é a essência da eco-alfabetização.
4. Baseando-nos no entendimento dos ecossistemas como redes autopoiéticas [Maturana e Varela] e como estruturas dissipativas [Prigogine], podemos formular um conjunto de princípios de organização que podem ser identificados como os princípios básicos da ecologia e utilizá-los como diretrizes para construir comunidades humanas sustentáveis.
Interdependência
5. O primeiro desses princípios e a interdependência. Todos os membros de uma comunidade ecológica estão interligados numa vasta e intrincada rede de relações, a teia da vida. Eles derivam suas propriedades essenciais, e, na verdade, sua própria existência, de suas relações com outras coisas. A interdependência - a dependência mútua de todos os processos vitais dos organismos - é a natureza de todas as relações ecológicas. O comportamento de cada membro vivo do ecossistema depende do comportamento de muitos outros. O sucesso da comunidade toda depende do sucesso de cada um de seus membros, enquanto o sucesso de cada membro depende do sucesso da comunidade como um todo.
6. Entender a interdependência ecológica significa entender relações. Isso determina as mudanças de percepção que são características do pensamento sistêmico - das partes para o todo, de objetos para relações, de conteúdo para padrão. Uma comunidade humana sustentável está ciente das múltiplas relações entre seus membros. Nutrir a comunidade significa nutrir essas relações.
7. O fato de que o padrão básico da vida é um padrão de rede significa que as relações entre os membros de uma comunidade ecológica são não-lineares, envolvendo múltiplos laços de realimentação. Cadeias lineares de causa e efeito existem muito raramente nos ecossistemas. Desse modo, uma perturbação não estará limitada a um único efeito, mas tem probabilidade de se espalhar em padrões cada vez mais amplos. Ela pode até mesmo ser amplificada por laços de realimentação interdependentes, capazes de obscurecer a fonte original da perturbação.
Reciclagem
8. A natureza cíclica dos processos ecológicos é um importante princípio da ecologia. Os laços de realimentação dos ecossistemas são as vias ao longo das quais os nutrientes são continuamente reciclados. Sendo sistemas abertos, todos os organismos de um ecossistema produzem resíduos. Mas o que é resíduo para uma espécie é alimento para outra, de modo que o ecossistema como um todo permanece livre de resíduos. As comunidades de organismos têm evoluído dessa maneira ao longo de bilhões de anos, usando e reciclando continuamente as mesmas moléculas de minerais, de água e de ar.
9. Aqui, a lição para as comunidades humanas é óbvia. Um dos principais desacordos entre a economia e a ecologia deriva do fato de que a natureza é cíclica, enquanto nossos sistemas industriais são lineares. Nossas atividades comerciais extraem recursos, transformam-nos em produtos e em resíduos, e vendem os produtos para os consumidores, que descartam ainda mais resíduos depois de ter consumido os produtos. Os padrões sustentáveis de produção e de consumo precisam ser cíclicos, imitando os processos cíclicos da natureza. Para conseguir esses padrões cíclicos, precisamos replanejar num nível fundamental nossas atividades comerciais e nossa economia.
10. Os ecossistemas diferem dos organismos individuais pelo fato de que são, em grande medida (mas não completamente), sistemas fechados com relação ao fluxo de matéria, embora sejam abertos com relação ao fluxo de energia. A fonte básica desse fluxo de energia é o Sol. A energia solar, transformada em energia química pela fotossíntese das plantas verdes, aciona a maioria dos ciclos ecológicos. (...)
Parceria
11. A parceria é uma característica essencial das comunidades sustentáveis. Num ecossistema, os intercâmbios cíclicos de energia e de recursos são sustentados por uma cooperação generalizada. Na verdade, vimos que, desde a criação das primeiras células nucleadas há mais de dois bilhões de anos, a vida na Terra tem prosseguido por intermédio de arranjos cada vez mais intrincados de cooperação e de coevolução. A parceria - a tendência para formar associações, para estabelecer ligações, para viver dentro de outro organismo e para cooperar - é um dos 'certificados de qualidade' da vida.
12. Nas comunidades humanas, parceria significa democracia e poder pessoal, pois cada membro da comunidade desempenha um papel importante. Combinando o princípio da parceria com a dinâmica da mudança e do desenvolvimento, também podemos utilizar o termo 'coevolução' de maneira metafórica nas comunidades humanas. À medida que uma parceria se processa, cada parceiro passa a entender melhor as necessidades dos outros. Numa parceria verdadeira, confiante, ambos os parceiros aprendem e mudam - eles coevoluem. Aqui, mais uma vez, notamos a tensão básica entre o desafio da sustentabilidade ecológica e a maneira pela qual nossas sociedades atuais são estruturadas - a tensão entre economia e a ecologia. A economia enfatiza a competição, a expansão e a dominação; ecologia enfatiza a cooperação, a conservação e a parceria.
13. Os princípios da ecologia mencionados até agora - a interdependência, o fluxo cíclico de recursos, a cooperação ou a parceria - são, todos eles, diferentes aspectos do mesmo padrão de organização. É desse modo que os ecossistemas se organizam para maximizar a sustentabilidade. Uma vez que entendemos esse padrão, podemos fazer perguntas mais detalhadas. Por exemplo, qual é a elasticidade dessas comunidades ecológicas? Como reagem a perturbações externas? Essas questões nos levam a mais dois princípios da ecologia - flexibilidade e diversidade - que permitem que os ecossistemas sobrevivam a perturbações e se adaptem a condições mutáveis.
Flexibilidade
14. A flexibilidade de um ecossistema é uma conseqüência de seus múltiplos laços de realimentação, que tendem a levar o sistema de volta ao equilíbrio sempre que houver um desvio com relação à norma, devido a condições ambientais mutáveis. Por exemplo, se um verão inusitadamente quente resultar num aumento de crescimento de algas num lago, algumas espécies de peixes que se alimentam dessas algas podem prosperar e se proliferar mais, de modo que seu número aumente e eles comecem a exaurir a população das algas. Quando sua principal fonte de alimentos for reduzida, os peixes começarão a desaparecer. Com a queda da população dos peixes, as algas se recuperarão e voltarão a se expandir. Desse modo, a perturbação original gera uma flutuação em torno de um laço de realimentação, o qual, finalmente, levará o sistema peixes/algas de volta ao equilíbrio.
15. Perturbações desse tipo acontecem o tempo todo, pois o meio ambiente está sempre mudando, o que leva a uma transformação contínua. Todas as variáveis que podemos observar num ecossistema - densidade populacional, disponibilidade de nutrientes, padrões meteorológicos, e assim por diante - sempre flutuam. É desse maneira que os ecossistemas se mantêm num estado flexível, prontos para se adaptar a novas condições. A teia da vida é uma rede flexível e sempre flutuante. Quanto mais variáveis forem mantidas em flutuação, mais dinâmico será o sistema, maior será a sua flexibilidade e maior será sua capacidade para se adaptar. (...)
16. O princípio da flexibilidade também sugere uma estratégia correspondente para a resolução de conflitos. Em toda comunidade haverá, invariavelmente, contradições e conflitos, que não podem ser resolvidos em favor de um ou outro lado. Por exemplo, a comunidade precisará de estabilidade e de mudança, de ordem e de liberdade, de tradição e de inovação. Esses conflitos inevitáveis são muito mais bem-resolvidos estabelecendo-se um equilíbrio dinâmico, em vez de decisões rígidas. A alfabetização ecológica inclui o conhecimento de que ambos os lados de um conflito podem ser importantes, dependendo do contexto, e que as contradições no âmbito de uma comunidade são sinais de sua diversidade e de sua vitalidade e, desse modo, contribuem para a viabilidade do sistema.
Diversidade
17. Nos ecossistemas, o papel da diversidade está estreitamente ligado à estrutura em rede do sistema. Um ecossistema diversificado será flexível, pois contém muitas espécies com funções ecológicas sobrepostas que podem, parcialmente, substituir umas às outras. Quando uma determinada espécie é destruída por uma perturbação séria, de modo que um elo da rede seja quebrado, uma comunidade diversificada será capaz de sobreviver e de se reorganizar, pois outros elos da rede podem, pelo menos parcialmente, preencher a função da espécie destruída. Em outras palavras, quanto mais complexa for a rede, quanto mais complexo for o seu padrão de interconexões, mais elástica ela será.
18. Nos ecossistemas, a complexidade da rede é uma conseqüência da sua biodiversidade e, desse modo, uma comunidade ecológica diversificada é uma comunidade elástica. Nas comunidades humanas, a diversidade étnica e cultural pode desempenhar o mesmo papel. Diversidade significa muitas relações diferentes, muitas abordagens diferentes do mesmo problema. Uma comunidade diversificada é uma comunidade elástica, capaz de se adaptar a situações mutáveis.
19. No entanto, a diversidade só será uma vantagem estratégica se houver uma comunidade realmente vibrante, sustentada por uma teia de relações. Se a comunidade estiver fragmentada em grupos e em indivíduos isolados, a diversidade poderá, facilmente, tornar-se uma fonte de preconceitos e de atrito. Porém, se a comunidade estiver ciente da interdependência de todos os seus membros, a diversidade enriquecerá todas as relações e, desse modo, enriquecerá cada um dos seus membros, bem como a comunidade como um todo. Nessa comunidade, as informações e as idéias fluem livremente por toda a rede, e a diversidade de interpretações e de estilos de aprendizagem - até mesmo a diversidade de erros - enriquecerá toda a comunidade.
Epílogo
20. São estes, então, alguns dos princípios da ecologia - interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade, diversidade e, como conseqüência de todos estes, sustentabilidade. À medida que o nosso século se aproxima do seu término, e que nos aproximamos de um novo milênio, a sobrevivência da humanidade dependerá de nossa alfabetização ecológica, da nossa capacidade para entender esses princípios da ecologia e viver em conformidade com eles.'
por: Fritjof Capra